quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Da vida, o doce mel


O doce Mel da vida está acessível para muitos,
a amarga tristeza é que dos muitos,
poucos saboreiam, outros se lambuzam
e outros tantos não veem,

se veem não têm paladar amoroso
para docilmente beberem da doçura
derramada dos lábios adocicados da Criação

"Meu filho, come mel, pois é bom;
um favo de mel é doce para teu paladar". (Pr 24,13)

sábado, 31 de janeiro de 2015

Quantas e quantas?

Quantos pecados cometidos e
quase nenhum pedido de perdão

Quantas ofensas
e poucos arrependimentos

Quantos crimes cometidos
e ínfimas prisões e julgamentos

Quantas conversões
e poucos testemunhos

Quantas evangelizações
e poucos areópagos permitidos

Quantas graças concedidas
e poucos louvores de agradecimentos

Quantas curas e milagres
e poucas divulgações

Quantas vidas pra nascer
e poucos Pais dispostos a conceber

Quantas cruzes para levar
e poucos fiéis com vontade santa
para carregar

Ter muitos anos de vida é ser velho? Ser velho é ser ultrapassado?


Ter mais idade é sinal de ascensão na vida. Ficar velho é sinal de desavença com maus costumes.

Tornar-se maduro, é a forma que Deus nos dá para tornar-nos novos. Todo velho é chamado a largar os velhos e imprestáveis pensares, se penso novo logo um ser novo serei. Agregar novos dias é repensar os dias idos, e calcular novas falas.

Ter idade é angariar riquezas, é deixar a velha casca combalida, descamada e com velhas camadas. É atingir um ponto mais alto do morro da vida. Um velho não pode morrer velho. Se cada dia é novo, e se o velho está cheio de novos dias, logo velho não é e velho não falecerá.

Velho é o passado que quando era novo, sem sabedoria se dava a velhos costumes. Ter idade é detestar as velhas formas de patinar na vida. A vida é sempre nova, e quem quer estar vivo, mesmo sendo velho, um ser vivente e novo será.

E velho são seus olhos que não sabem enxergar os novos pingos que baixam após as nuvens que sempre novas estão a nos brindar.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Alegria triste


Andando pelas vias da vida, encontrei a Alegria e pra minha surpresa ela estava triste e cabisbaixa, disse-me que não encontrara alguém com que pudesse fecundar os impulsos de uma alma feliz... só havia pessoas se fecundando com o luto e com a treva, assim disse-me. Sentei e chorei com ela.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Almas e corpos, lindos

Tem almas que são verdadeiros perfumes dentro de lindos frasco abençoados o qual chamamos Corpos.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Quem nunca apaixonou...


Quem nunca apaixonou esquivou-se de inflamar o coração 
e de sorrir abrasadamente
e de chorar com ardor
e de abraçar unindo corações
e de entender sem dizer palavras
de brigar sem razões
de enciumar por quase nada
de sentir falta ao ponto de 'morrer'
duma saudade dolorosa
de afirmar que nasceu apenas para
o Amor e sem ele não faz sentido viver

Quem nunca apaixonou, esquivou-se de tocar no calor
e de tatuar na mente somente aquela face
de pronunciar unicamente aquele nome
de se lembrar daquele ser e de ninguém mais
de respirar menos que querer beijar
de não desejar o que todo mundo quer
de esquecer de tudo, até de alimentar-se
de deitar com insônia contando o tempo que não passa
de passear de mãos dadas soldadas umas nas outras
Quem nunca se apaixonou, esquivou-se e deixou o tempo ir...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Andar pelas Ruas impúdicas

Com a falta de modéstia notada nas ruas,
andamos castos por elas obrigados a
cerrar mais e delongadas vezes
nossas pálpebras.

o corpo vai indo cabisbaixo
mirando o solo para não
errar os passos,
para dominar a carne e
não mudar o rumo da ida.

sem esquecer da Torcicolo.

Andamos nas ruas impudicas
e brigamos com o homem velho
que nos odeia em nós.

damos Torções no pescoço que teimam
em embriagar-nos nas poucas vestes
dos rabos de saias que
quer nos encaminhar ao Inferno.

Do nascimento. Poesia de São João da Cruz sobre o Natal de Jesus

Quando foi chegado o tempo
Em que de nascer havia,
Assim como o desposado,
Do seu tálamo saía

Abraçado à sua esposa,
Que em seus braços a trazia;
Ao qual a bendita Mãe
Em um presépio poria

Entre pobres animais
Que então por ali havia.
Os homens davam cantares,
Os anjos a melodia,

Festejando o desposório
Que entre aqueles dois havia.
Deus, porém, no presépio
Ali chorava e gemia;

Eram jóias que a esposa
Ao desposório trazia;
E a Mãe se assombrava
Da troca que ali se via:

O pranto do homem em Deus,
E no homem a alegria;
Coisas que num e no outro
Tão diferente ser soía.


Autor: São João da Cruz

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Feliz Natal. Nasce o Santo


Nasce o Santo
que apregoa o Sagrado
que suas petições e ordens
cheguem em nosso celeiro
em nossa manjedoura
mal acabada e prostituída

que a vida vença a morte 
que a sabedoria vença a insanidade
que a alegria vença a tristeza

que Jesus arrume o meu olhar,
meu sentir e meu falar
que eu não seja mais nada
nada daquilo que o impeça de 
nascer.

que seus gritos de nenê
arrombem as barreiras 
de todo meu ser ...

FELIZ NATAL


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Algo pela vida

Nossa respiração é uma belíssima indicação de que se não fizermos algo pela vida, a morte nos vencerá.
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